terça-feira, 31 de julho de 2012

Paraense disputa mundial de Karatê para deficientes auditivos

Manoel Adelino Borges Júnior, de 22 anos, é o único atleta do Pará a fazer parte da equipe brasileira na competição

da Redação
Mostrando grande capacidade de adaptação, o faixa-preta Manoel Adelino Borges Júnior treina karatê como se nada o impedisse. Deficiente auditivo desde os nove meses de idade, o carateca tem motivo para pensar assim, já que vai ser o único paraense a compor a equipe nacional que vai disputar o campeonato mundial de karatê para deficientes auditivos, de 17 a 24 de setembro, na ilha de Margarita, na Venezuela.
Seu mestre, Paulo Afonso, explica por qual motivo aceitou o rapaz em sua academia: justamente o desafio.
- Pra mim, foi um desafio ensinar o karatê para uma pessoa que não escuta, assim como foi para ele aprender. Mas hoje o Manoel é um exemplo pra todos os atletas, não apenas os deficientes.
Paulo também fala de como é feita a comunicação entre ele e Manoel Adelino.
- No início foi mais complicado. Eu tive que aprender um pouco da linguagem de sinais para poder me comunicar e entender o que ele dizia. Eu tentei aprender a leitura labial, mas é muito difícil, só o Manoel consegue.



Fonte: Globo Esporte
31/07/2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Governador defende cumprimento da lei de cotas em São Paulo

O governador Geraldo Alckmin compareceu na abertura da cerimônia do 21º aniversário da lei de cotas e garantiu que o Estado de São Paulo deve fazer esforço para ampliar o número de contratações de pessoas com deficiência com carteira assinada.

da Redação
Geraldo Alckmin foi acompanhado por vários Secretários entre os quais a Drª. Linamara Rizzo Battistella (SEDPcD) e Carlos Ortiz (SERT).
O Superintendente Regional do Trabalho de São Paulo, José Roberto de Melo, e os representantes de quatro Centrais Sindicais (CUT, FORÇA SINDICAL, NOVA CENTRAL e UGT) deram apoio à iniciativa em seus pronunciamentos.
Durante a cerimônia foi distribuída uma carta aberta à população, apresentados produtos e serviços para a inclusão, além de ampla programação cultural.
A cerimônia aconteceu dia 24/07 no Pátio do Colégio, região Central de São Paulo.
Avaliação dos resultados da cerimônia acontece quinta-feira, 2 de Agosto
A reunião de avaliação da comemoração do aniversário da Lei de Cotas será na Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho.
Dia: 02 de Agosto das 9:00h as 11:30 horas
Endereço: Rua Boa Vista, 170, Mezanino, Auditório A (ao lado da Estação São Bento, do Metrô). Para participar é necessário fazer inscrição através do e-mail:ecidadania@ecidadania.org.br.


Fonte: Espaço da Cidadania
27/07/2012

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Curso Criação e Gerenciamento de Projetos Culturais Acessíveis na Fundação Dorina Nowill para Cegos

Boletim RINAM - Nº 71

da Redação
Data 10 a 14 de setembro das 9h às 16h30
Público alvo: colaboradores de museus e espaços culturais, professores e colaboradores de universidades, agências de turismo, produtores culturais, educadores, agentes culturais, ONGs culturais, estudantes de graduação e pós-graduação em áreas de cultura e educação.

Objetivo: capacitar os participantes para criar e gerenciar projetos acessíveis às pessoas com deficiência em espaços culturais, museus, centros de divulgação cultural e científica, organizações sociais, escolas, universidades, agencias de turismo.

Carga horária: 32 horas
Investimento: R$ 420,00 por pessoa e R$ 380,00 para estudantes com comprovante.
Conteúdo: Aulas teóricas e práticas sobre acessibilidade em espaços culturais: concepção de espaços, serviços de comunicação e educação. Avaliação de acessibilidade em espaços culturais em instituição parceira. Mesas-Redondas com público alvo e representantes de projetos culturais acessíveis.

Coordenadora: Viviane Panelli Sarraf, possui graduação em Licenciatura em Educação Artística pela Fundação Armando Álvares Penteado (2001), Especialização em Museologia pelo Curso de Especialização em Museologia do MAE-USP (2004), mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade de São Paulo (2008) e está fazendo doutorado no Programa de Comunicação e Semiótica da PUC-SP. Desde 2008 recebeu prêmios e títulos nacionais e internacionais. Tem publicações na área de acessibilidade cultural e ministra cursos em parceria com diversas organizações brasileiras. Organizou em novembro de 2008 o Encontro Regional de Acessibilidade em Museus em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos e com o Museu de Arte Moderna de São Paulo, projeto pioneiro no Brasil. Tem experiência na área de Museologia e Cultura, com ênfase em acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Docência: Viviane Sarraf, profissionais da Fundação Dorina Nowill e convidados especiais.
A programação completa será divulgada em breve no site
http://www.fundacaodorina.org.br/

Mais informações e inscrições: e-mail cursos@fundacaodorina.org.br e site: http://www.fundacaodorina.org.br%3c/link


Fonte: RINAM
27/07/2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Proposta assegura recursos para acessibilidade de deficientes

Câmara analisa proposta que assegura às pessoas portadoras de deficiência acesso aos recursos da tecnologia assistiva

da Redação
A Câmara analisa proposta que assegura às pessoas portadoras de deficiência acesso aos recursos da tecnologia assistiva – termo utilizado para identificar recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência.
O Projeto de Lei 3165/12, do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), altera a lei que trata dos direitos das pessoas com deficiência (Lei 7.853/89).
Entre os recursos incluídos como essenciais para que as pessoas com deficiência alcancem o pleno exercício de seus direitos estão cadeiras de rodas, andadores e pranchas de deslocamento; mobiliário escolar e material didático escolar adaptado; mobiliário e equipamentos adaptados em laboratórios de ciências, de artes e de informática; equipamentos especiais para lazer e recreação, higiene e alimentação; arquitetura com acessibilidade; transporte adaptado; e comunicação alternativa e ampliada.
O autor da proposta lembra que a Constituição Federal e a legislação ordinária contêm normas e estabelecem instrumentos destinados a garantir o pleno exercício dos direitos das pessoas com deficiência.
“Em muitas circunstâncias, contudo, a falta de maior detalhamento ou de elementos concretos que possam nortear as políticas públicas dificulta a inclusão e a qualidade de vida dessas pessoas”, afirma o parlamentar.
O deputado Pastor Marco Feliciano explica que o objetivo do projeto de lei é inserir na legislação questões específicas voltadas para a tecnologia assistiva, listando de modo mais claro alguns meios indispensáveis à plena integração e ao desenvolvimento dessa parcela da população brasileira.
Tramitação
A proposta tramita apensada ao PL 7699/06, do senador Paulo Paim (PT-RS), que cria o Estatuto do Portador de Deficiência e está pronto para ser votado em Plenário.



Fonte: MS Cidades
25/07/2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

Software auxilia pessoas com deficiência visual

O projeto F123, criado em Curitiba, desenvolve um sistema de software, de baixo custo, específico para pessoas cegas ou com baixa visão para ajudá-las nos estudos e em suas carreiras.

Vagner de Alencar
Ao instalar o sistema no computador, pessoas com baixa visão podem, por exemplo, ampliar as letras na tela e movimentar uma lupa eletrônica usando o mouse. Enquanto para as pessoas com cegueira total, um leitor de tela, através de uma voz sintética, “lê” os conteúdos para os usuários. A partir dos comandos no teclado, é possível ouvir e seguir as instruções do computador a medida que novas janelas e abas são abertas.
“O custo alto dos softwares, que já existem no mercado, e a falta de material apropriado para capacitação são os principais fatores para a exclusão de crianças e jovens cegos ou com baixa visão. Os softwares tipicamente usados para a leitura, ou ampliação de tela, custam o equivalente a dois ou três computadores. Este valor elevado impede governos, fundações e organizações de implementarem projetos na escala necessária para obter melhorias significativas, tanto na escolaridade quanto na empregabilidade de jovens com deficiência visual”, afirma Fernando Botelho, fundador do F123.
Botelho é cego e sempre teve acesso a equipamentos que o ajudaram a estudar e desenvolver plenamente a sua carreira. É formado em sociologia pela universidade de Cornell e é mestre em relações internacionais pela Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos. Foi diretor adjunto do Banco UBS, em Zurique, na Suíça, é Ashoka fellow e recebeu, em 2010, o prêmio A World of Solutions do BID. “Uma das minhas principais motivações foi perceber que nos países em desenvolvimento, nove em cada dez crianças com deficiência visual não têm acesso à educação.”
O sistema do F123 chega a ser 50 vezes mais barato – quando adquirido em grande escala – do que outros softwares para pessoas com problemas de visão. O software mais caro do grupo F123 custa R$ 350, enquanto os tradicionais chegam a R$ 4 mil. Os softwares também são oferecidos gratuitamente em versão limitada e possuem traduções para espanhol e inglês. Além do Brasil, o sistema já vem sendo testado em 20 países, como Argentina, Peru e Uruguai, na América Latina, e até mesmo na Zâmbia e no Quênia, na África.


Fonte: Catraca Livre
23/07/2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Lei de Cotas completa 21 Anos e mostra que inclusão é possível

Maria Isabel da Silva
20/07/2012

Lei diminuiu preconceitos, tornou ambientes de trabalho mais acessíveis e estimulou pessoas com deficiência a buscarem capacitação profissional. Mas só atingiu 25% de sua meta.

Maria Isabel da Silva
Na terça-feira (24 de julho), um ato público celebra os 21 anos da Lei de Cotas, com shows e feira de serviços no Pátio do Colégio, centro de São Paulo, das 10h às 14h.
Atualmente, existem cerca de 306 mil pessoas com deficiência formalmente empregadas no Brasil. Desse total, mais de 223 mil foram contratadas graças à Lei de Cotas, que no próximo dia 24 de julho, completa 21 anos de existência.
A chamada Lei de Cotas (artigo 93 da lei 8.213) estabelece que toda empresa com cem funcionários ou mais deve destinar 2% a 5% (numa escala crescente, proporcional ao número de funcionários) dos postos de trabalho a pessoas com deficiência.
Desde que entrou em vigor, a lei já transformou a vida de milhares de brasileiros, que tiveram ampliadas as chances de entrar no mercado de trabalho, reduzindo o preconceito que imperava no ambiente profissional.
Para comemorar a data, instituições públicas, privadas e da sociedade civil promovem um ato no Pátio do Colégio, região central de São Paulo. De 10h às 14h, artistas com deficiência e lideranças do segmento se revezarão num palco montado no local. Também haverá estandes de órgãos públicos esclarecendo sobre direitos e serviços voltados às pessoas com deficiência.
Faltam 700 mil empregos
Embora haja muito a comemorar, essas 306 mil carteiras assinadas ainda representam apenas 0,7% do total de empregos formais do país. Muito pouco diante dos 46 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, sendo 29 milhões em idade economicamente ativa.
Além disso, se todas as empresas cumprissem a Lei de Cotas, deveríamos ter hoje no Brasil mais de 900 mil pessoas com deficiência empregadas. Ou seja, a legislação atingiu menos de um quarto de seu potencial.
Mitos ainda atrapalham
Especialistas em inclusão profissional avaliam que os resultados poderiam ser melhores se alguns mitos fossem derrubados e o país resolvesse problemas estruturais.
Um desses mitos é o de que esses trabalhadores seriam menos produtivos que os demais e que a adequação do local de trabalho geraria custos excessivos ao empregador.
Na verdade, o investimento para adequação do local de trabalho não costuma exigir mais que a mudança de altura de uma mesa para um cadeirante ou instalação de um software leitor de tela, permitindo o acesso de uma pessoa cega ao computador. Em outras palavras, a mudança mais importante é a de atitude. Com o tempo, o convívio diário com os colegas e a chefia trata de eliminar qualquer estranhamento.
Outro argumento muito utilizado pelos críticos da Lei de Cotas é o de que não haveria candidatos com nível escolar e capacitação profissional para preencher as vagas oferecidas.
Mas os organizadores do ato destacam que este é um problema que afeta todos os trabalhadores. Afinal, assim como a maioria dos brasileiros, muitas pessoas com deficiência não tiveram acesso a uma educação de qualidade ou não puderam avançar nos estudos. Por isso, sobram vagas no mercado de trabalho em geral e não entre as geradas pela Lei de Cotas.
Serviço
Ato em comemoração aos 21 anos da Lei de Cotas

Dia 24 de julho – 10h às 14h
Pátio do Colégio – Centro - São Paulo

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Associação de deficiência visual dá cursos de audiodescrição

Desde 2008, quatro edições do Curso Introdutório à Audiodescrição já foram promovidas.

Marina Pita
A Audiodescrição, técnica que transforma o visual em verbal, é o caminho para o acesso de pessoas com deficiência visual à cultura e à informação e, portanto, um importante instrumento para a inclusão social e profissional desse público. Pensando nisso, a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual (Laramara), instituição especializadas em deficiência visual, defende a ampliação desse recurso no Brasil e oferece cursos introdutórios aos interessados.
Desde 2008, foram feitas quatro edições do Curso Introdutório à Audiodescrição, com o objetivo de disseminar o conceito para diferentes públicos. E a Laramara vem negociando com escolas técnicas e profissionalizantes a possibilidade de realização do curso, para ampliar as oportunidades para os profissionais da área de comunicação, bem como a ampliação do uso do recurso nas empresas, entidades e prestadores de serviço que fazem questão de garantir acessibilidade e inclusão.
"Todos, inclusive idosos e disléxicos, podem ser beneficiados quando a tradução das imagens em palavras seguir regras básicas, sem inferências, interpretações ou explicações. Talvez este seja o maior cuidado que se deve ter no uso deste importante instrumento para as pessoas com deficiência visual, pois a audiodescrição exige estudo, aprofundamento e técnicas sistematizadas de acordo com a manifestação artística, e por isso é reconhecida como um trabalho profissional", explica Rosângela Ribeiro Mucci Barqueiro - coordenadora de relações institucionais da Laramara, psicóloga, audiodescritora e consultora em Inclusão.
Segundo Rosângela, "com a inclusão nas escolas, a tendência é que haverá um avanço maior e mais rápido do uso deste importante instrumento, e só com ele será possível atender às exigências de acessibilidade à informação para as pessoas com deficiência visual".
Criada na década de 1970 pelo americano Gregory Frazier em sua dissertação de mestrado sobre cinema para cegos, e apresentada à Universidade de São Francisco, a audiodescrição foi efetivamente implementada somente em 1981 pelo casal Margaret Rockwell e Cody Pfanstiehl, como forma de ampliar o entendimento das pessoas com deficiência visual em qualquer evento em que haja imagens, sejam elas estáticas ou em movimento, concretas ou abstratas.
Como funciona
A audiodescrição pode ser feita ao vivo ou gravada. Ou seja, pode ser narrada no mesmo momento da ação, porém, seguindo um roteiro prévio. É o caso de uma peça de teatro, que, por acontecer eventuais improvisos, não deve ser gravada. Em teatro e cinema, por exemplo, o equipamento usado é o mesmo da tradução simultânea. Os audiodescritores ficam em cabines narrando em microfones e o som é transmitido para os usuários por meio de equipamentos radiofônicos sintonizados numa determinada frequência, através dos fones de ouvido.
Já em auditórios, salas de aula, eventos mais específicos e com poucos recursos financeiros, utiliza-se um aparelho de transmissão de FM, cuja audiodescrição é recebida em rádios comuns de FM sintonizados no melhor canal de transmissão local e com os fones de ouvido. Aliás, explica a Laramara, este é o mais recomendado, pois, além de eficiente, a própria pessoa com deficiência participa com seu rádio e seus fones, tendo domínio total do volume e sintonia, além de ser mais confortável, pois seus fones são de uso exclusivo.


Fonte: Invertia
18/07/2012